Montando uma carteira de investimento em arte – Parte II

No último post, começamos a falar sobre alguns aspectos que precisamos considerar no momento de investir em obra de arte. Falamos sobre a importância de se avaliar a qualidade técnica e a trajetória dos artistas, para minimizar os riscos.


O próximo aspecto que devemos considerar é que o investimento em arte deve ser encarado como sendo de longo prazo. É possível ter valorização em curto prazo, mas o mais comum é que aconteça com o tempo, refletindo a importância do artista e abrangência do mercado.

O artista pode ser muito conhecido em sua cidade, mas desconhecido no resto do País, o que limita sua valorização. Quando maior o alcance, maior será a valorização. Nos casos de artistas que participam do mercado internacional, o investimento ganha uma nova barreira de proteção, pois se houver uma crise no País, é possível vender o trabalho no mercado internacional.


Também é importante saber que investimento em arte, como em imóveis, tem baixa liquidez. Isso ocorre principalmente com obras de artistas menos conhecidos. Os artistas mais importantes têm uma venda mais fácil no mercado. Outra forma de melhorar a liquidez é comprar as obras mais importantes e bonitas. Ter um bom quadro ajuda muito na hora da venda e todos os artistas têm obras melhores e piores, resultantes de fases mais importantes e outras menos.


Havendo uma valorização no mercado, a pessoa pode desejar vender sua obra e apurar seu lucro. As negociações com obra de arte também estão sujeitas à cobrança de 15% de Imposto de Renda sobre o ganho de capital. Por exemplo, se uma obra foi comprada por 100 e vendida por 150, houve um ganho de 50 e sobre esse valor incide o imposto de 15%.


E como todos os objetos que agregam valor (relógios, joias, bolsas etc.), no mundo da arte há falsificações e elas não são raras, pelo contrário. Esse é o fator que pode zerar o seu investimento. Por isso, é muito importante checar a procedência da obra. Se o artista estiver vivo, tente entrar em contato com ele ou com a galeria que o representa oficialmente. No caso de haver certificado, esse também precisa ser conferido.



No lado esquerdo uma obra falsificada sendo vendida em um leilão de arte.

No lado direito, uma obra de autoria de Eduardo Sued.



A última dica é que por ser um investimento de longo prazo, escolha um artista e uma obra que você goste, pois ela provavelmente ficará na sua sala e você conviverá com ela por algum tempo e isso em si já pode ser o maior ganho desse investimento.

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