Montando uma carteira de investimento em arte – Parte I

Atualizado: Mai 7

Uma das palavras mais usadas pelos consultores em investimentos é a diversificação. Para isso, pode-se escolher ações, fundos, renda fixa, dólar, imóveis, ouro, criptomoedas, arte e muitas outras formas. Assim, se um ativo entrar em baixa, os outros podem recompensar, garantindo estabilidade nos rendimentos.


Nos grandes centros do mundo como Nova York, Londres, Paris, Hong Kong e São Paulo, a arte já compõem a carteira dos grandes e médios investidores. Comprar arte como forma de investimento é algo feito há centenas de anos, uma prática antiga, mas que ainda gera muitas dúvidas e que muitos ainda não sabem como dar o primeiro passo nessa direção.


Muitos veem a arte como uma simples peça de decoração para casa ou trabalho, mas uma boa obra é muito mais. Diferente de outros tipos de investimento, a arte tem alguns benefícios únicos. Quando se compra uma ação na bolsa de valores, o que a pessoa tem é apenas um registro digital, o mesmo ocorre com outros tipos de investimento. Com a arte passa-se a ter um objeto que deixará uma casa culturalmente rica, mais bonita, mais agradável e interessante. Arte demonstra e agrega cultura, estimula o estudo e conhecimento e é por isso que cada dia mais e mais pessoas colecionam.


Mas além desse lado maravilhoso, a boa arte pode ser vista como investimento. É possível se ganhar dinheiro investindo em arte e para isso ocorrer, como no mercado de ações na bolsa de valores, é preciso escolher a obra correta que tenha chance de valorizar.


Essa é uma análise complexa. Para quem já tem conhecimento do mercado de arte e deseja montar sua carteira de investimento sozinho, é importante ter em mente alguns aspectos que serão abortados neste post e em um próximo.


O primeiro aspecto a se considerar é que quanto mais consagrado for o artista, mais cara será sua obra. No entanto, sua consagração traz mais estabilidade ao investimento, pois representa um risco menor e também requer um aporte financeiro maior.


eduardo sued, colorista, investimento em arte

O artista Eduardo Sued está com 95 anos e tem uma carreira muito importante. É considerado o segundo maior colorista do Brasil, atrás do Volpi. Sua oba pode ter uma valorização assim como Burle Marx e Amilcar de Castro.


Já os artistas jovens estão começando suas carreiras e em muitos casos, ainda estão fazendo pesquisas em busca de um caminho para desenvolver suas obras. Seus currículos ainda apresentam poucas exposições e participam de poucas coleções importantes. Com isso, o preço de sua obra é menor e mais acessível, mas pensando exclusivamente em investimento, há um risco maior, pois não é possível saber se a linha de pesquisa do artista o levará a um caminho de reconhecimento.


Essa análise é muito importante, pois se o artista for jovem, sem um bom currículo e o preço de sua obra já for alto, isso pode elevar o risco do investimento. Há artistas jovens com bons currículos e consequentemente com preços altos, então não é uma regra que todo artista jovem deve ter preços mais baixos. O importante é analisar sua trajetória.


Para quem não possui conhecimento no mercado de arte, a recomendação é que procure uma assessoria especializada, para que em conjunto possam escolher as obras que encantam o olhar e ao mesmo tempo, se tornem ativos que se valorizarão ao longo do tempo.

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