Impressionismo, o início da arte moderna

Atualizado: Mai 13


Quando falamos a expressão “moderna”, nos vem à cabeça algo novo, recente. No entanto, quando aplicamos a expressão às artes, essa nos remete ao último quarto do século XIX, quando surgiram pintores que começaram a contestar os padrões estéticos vigentes até então e foram os precursores da arte moderna.


Essa corrente foi batizada de impressionismo, termo emprestado da obra de Monet que você pode observar logo abaixo por um crítico de arte que não gostou do que viu! No entanto, os artistas gostaram da expressão e se batizaram de impressionistas.


Claude Monet. Impressão, Nascer do Sol (1872)



Os impressionistas deixaram de lado o realismo, a perfeição e o romantismo e se aventuraram em retratar paisagens e temas cotidianos, valorizando a luz e o movimento. As pinceladas deixaram de ser metodicamente realizadas e tornaram-se soltas, borradas, realizadas ao ar livre.


As cenas são, em grande parte, aquelas observadas pelo próprio pintor. Porém, o olhar do impressionismo assume outro sentido, uma vez que seleciona, recorta, modela de acordo com o objeto que se observa diretamente. Pode-se dizer que é a tradução de um objeto real através do olhar diferenciado do artista, que menosprezavam as formas para privilegiar a cor.


Os efeitos ópticos descobertos pela pesquisa fotográfica, sobre a composição de cores e a formação de imagens na retina do observador, influenciaram profundamente as técnicas de pintura. Os artistas não mais misturavam as tintas na tela, a fim de obter diferentes cores, mas utilizavam pinceladas de cores puras que colocadas uma ao lado da outra, são misturadas pelos olhos do observador durante o processo de formação da imagem, criando a técnica chamada de mistura óptica. A partir daí, os impressionistas abandonaram os contrastes de claro e escuro, trocando os tons que normalmente se encaixariam nas sombras (marrons, negros, cinzentos) por tons como azuis, verdes, amarelos, entre outros.



Principais características das obras:


* Devem mostrar os pontos que os objetos adquirem ao refletir a luz em um determinado momento, pois as cores da natureza mudam todo dia, dependendo da incidência da luz do sol. São captações do momento cotidiano, incluindo a fotografia;


* As figuras não possuem contornos nítidos, pois o desenho deixa de ser o principal meio estrutural da obra e a cor passa a ser o elemento central;


* As sombras devem ser luminosas e coloridas. Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares, que produz um efeito mais real do que um claro-escuro muito utilizado pelos academicistas no passado;


* As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura de pigmentos. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas no quadro em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se tornar óptica.


Entre os principais expoentes do Impressionismo estão Claude Monet, Edouard Manet, Edgar Degas, Auguste Renoir, Alfred Sisley e Camille Pissarro.


Camille Pissarro, Late afternoon in our Meadow, 1887



Por volta de 1884, surgiu uma estética relacionada ao impressionismo por excelência, que mesmo com pontos de crítica, continuou seu legado. O pós-impressionismo não rejeitava todos os princípios e obras impressionistas como era comum à sua época, mas sim queriam dar continuidade ao que os impressionistas começaram, codificando suas descobertas de acordo com um método racional. Os principais nomes desta corrente foram van Gogh, Paul Gauguin, Paul Cézanne e Georges Seurat.


Nos próximos posts, falaremos um pouco sobre o pós-impressionismo e os demais movimentos que antecederam e influenciaram o surgimento da arte contemporânea, também denominada arte pós-moderna, na segunda metade do século XX.


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